Políticas AML - Anti Money Laundering

O principal objetivo de uma política de prevenção de lavagem de dinheiro é assegurar que recursos vindos de (ou destinados à) atividades ilícitas como terrorismo, tráfico de drogas, corrupção e outros, não consigam acesso ao sistema financeiro legal. No Brasil, o orgão que equivale à FinCEN do EUA nesta função de coibir crimes de lavagem é o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). No site do COAF http://www.coaf.fazenda.gov.br você poderá encontrar diversos recursos sobre o tema como por exemplo uma explicação sobre as 3 fases do ciclo de lavagem de dinheiro. São elas:


  1. Colocação
  2. A primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômico. Objetivando ocultar sua origem, o criminoso procura movimentar o dinheiro em países com regras mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal. A colocação se efetua por meio de depósitos, compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens. Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como o fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro e a utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie.

  3. Ocultação
  4. A segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas “fantasmas”.

  5. Integração
  6. Nesta última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo tais sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal. Criminosos estão constantemente procurando “furos” no sistema para dar início a este ciclo e portanto a etapa 1, a colocação, é geralmente a porta de entrada para eles. Novas empresas e novos negócios que ainda não tenham conhecimento e/ou recursos para identificar e evitar esses criminosos costumam ser alvos fáceis. As empresas de Bitcoin, por serem relativamente novas e movimentarem quantias significantes, não estão livres de se tornarem vítimas desse tipo de esquema. Por isso, é extremamente importante que, não só as exchanges, mas TODAS as empresas que movimentam fiat ou moedas virtuais, tenham uma política robusta de AML. Agindo de forma responsável e consciente o mercado de Bitcoin pode se proteger, protegendo então os seus clientes e evitando penalizações severas.


A FlowBTC toma medidas de cautela que visam prevenir esse tipo de atividade, sobretudo na etapa de colocação e integração. Abaixo você poderá ver um esquema simplificado que mostram essas medidas: